Na primeira declaração do “Credo”, a Igreja professa sua fé num Deus que é Pai. Ela, no entanto, vai além e continua sua declaração evidenciando, dentre muitos, um de seus santos e divinos atributos: Deus é Todo-poderoso. Assim nos ensina o Catecismo:
- 268 – “De todos os atributos divinos, só a onipotência de Deus é mencionada no Símbolo: confessá-la é de grande importância para nossa vida. Nós cremos que ela é universal, pois Deus que criou tudo, governa tudo e pode tudo, é também de amor, pois Deus é nosso Pai; e é misteriosa, pois somente a fé pode discerni-la, quando (a onipotência divina) ‘se manifesta na fraqueza.’ (2Cor 12,9)”
Essa fé no Deus Todo-poderoso é de suma importância para a nossa vida. Ela repercute de modo universal, pois foi Deus quem criou tudo, governa tudo e pode tudo. Todavia, existem fenômenos existenciais humanos que colocam a prova sua fé no poder desse Deus onipotente. Entre os eventos que o Catecismo evidencia, está o mistério do sofrimento.
Às vezes Deus parece estar um pouco ausente de nossas vidas ou até incapaz de impedir o mal (cf. CIC 272). A Igreja, porém, recorda a seus filhos que essa aparente “passividade” de Deus, na verdade, é uma expressão de Seu amor e paciência, em espera por nossa conversão. Resumindo, sofremos pela paciência de Deus, mas, de igual modo, todos temos, em alguma medida, necessidade dessa paciência. O mundo é salvo pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens, diz-nos o Papa Bento XVI. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens (cf. 1Cor 1,25). A Ressurreição de Jesus após Sua morte humilhante, foi uma expressão dessa onipotência. (cf CIC 272).
E para nós, católicos, Nossa Senhora é o modelo perfeito de fé. Sua confiança se expressa por meio de sua entrega total aos projetos de Deus. Como nos diz o Catecismo: “Somente a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da onipotência de Deus. Esta fé gloria-se de suas fraquezas a fim de atrair sobre si o poder de Cristo. É desta fé, que a Virgem Maria se tornou um modelo supremo, ela acreditou que ‘nada é impossível a Deus’ (Lc 1,37) e que por isso pôde dizer: “Minha alma engrandece o Senhor. ‘O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor, seu nome é Santo’ (Cf. Lc 1,49)” (CIC 273).