No Jubileu dos Pobres, em Roma, a devoção à Santa Dulce dos Pobres tem sido um grande marco neste caminho de amor e cuidado do outro. A Relíquia Peregrina do Anjo Bom da Bahia estará acompanhando a Imagem de Santa Dulce, em Roma, sendo encaixada na programação do Jubileu. De 13 a 17 de novembro, o Vaticano trará uma programação voltada para a convivência entre os povos, a oração e a intercessão pelos que necessitam de amor e cuidado.
Neste Jubileu dos Pobres, a imagem de Santa Dulce foi entronizada na Capela San Lorenzo. Foi um momento belíssimo de devoção àquela que acompanhou, cuidou e foi socorro para muitas pessoas em situação de rua e com enfermidades. Os frutos visíveis desta história inteiramente dedicada à caridade fraterna é a existência das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). O Instituto foi fundado em vida pela, até então, Irmã Dulce, em Salvador, na Bahia, em 1988.
Em Roma, em um encontro com peregrinos, Ir. Adriana e Ir. Maiara, contaram um pouco de como a Santa foi desenvolvendo sua missão pessoal que culminava sempre no serviço ao outro. As Irmãs Dulcianas também participaram de uma mesa redonda, relatando sua experiência com a santidade da Amiga dos Pobres.
A história de uma santa
“A experiência espiritual de Santa Dulce começou quando ela era ainda uma criança, com 7 anos, crescendo em um ambiente muito católico e marcado pela generosidade, onde o pai distribuía o salário pelos pobres. A adolescência foi decisiva, quando ela encontra Deus nos pobres ao visitar a Ilha dos Ratos, descobrindo sua vocação de servir. Muito jovem, sua casa se tornou a Portaria de São Francisco, onde pobres a procuravam, e mais tarde, já religiosa, ouviu o apelo que a marcou: ‘irmã, não me deixe morrer na rua’. Expulsa de vários lugares por acolher doentes, iniciou suas obras num galinheiro, mostrando que é na precariedade que nasce a verdadeira caridade.”
O Instituto
“Em 1984, Santa Dulce começa o Instituto propriamente dito, acolhendo-o em Simões Filho, onde a gente tem a nossa casa amada, e desde então ele permanece uma obra religiosa que até hoje é muito pequena. Continuamos uma comunidade pequena, estamos em três cidades: Aracaju, Simões Filho e Magé, vivendo com nossa pequenez, com nossa pobreza, mas mantendo vivo o desejo de Santa Dulce e, através de nós, o seu legado, a sua espiritualidade e o seu carisma. O Instituto expressa o carisma do amor e serviço, estando no meio do povo mesmo, nas paróquias, através da evangelização, da formação e da saída ao encontro dos pequenos, onde hoje também fazemos essa experiência de ir ao encontro deles e eles também vão ao nosso encontro.”
Mergulhada na missão
“Ela encontra Deus nos pobres, fazendo a experiência de Jesus no sofrimento, no Cristo abandonado, e daí nasce sua missão: amar e servir aos pobres, aos doentes, aos desamparados. Sua vida inteira foi movida pela certeza de que servia a Jesus, buscando enxergar a presença de Cristo naquele que bate à nossa porta. Por isso, ela nunca mais olhou pra trás, transformando tudo em oportunidade de amar, porque sabia que a caridade perfeita é gratuita e que cada pobre é o lugar onde Deus a chamava a permanecer.”
Patrocínio: Prefeitura Municipal de Salvador – Bahia
Um apelo ao amor
“Nós precisamos enxergar naquele que bate à nossa porta… a pessoa de Jesus, reconhecendo que muitas vezes eles querem muito pouco, querem apenas que nós os escutemos e abracemos. O pobre revela que o bem que podemos fazer ultrapassa o material, porque sua maior sede é de presença e dignidade. É por isso que eles vêm ao nosso encontro e a gente precisa estar disposto a oferecer aquilo que eles precisam, vivendo a consciência de que é Jesus crucificado que vem ao nosso encontro.
Às vezes eles querem muito pouco… apenas que nós os escutemos e abracemos, porque o pobre só precisa de um abraço e, quando isso acontece, ele se abre e diz a sua dor, que então passa a ser também a nossa. É tocante perceber que eles nos chamam pelo nome e nos reconhecem na rua, e esse gesto simples já é o retorno que a gente tem hoje nessa terra. Santa Dulce ensinava que é Jesus crucificado que vem ao nosso encontro e que servir assim é alegria, porque gratuitamente recebemos e gratuitamente devemos dar.”
O Jubileu dos Pobres
O Jubileu é o tempo ideal para recordar que a caridade perfeita é gratuita, e que servimos, porque servimos a Jesus. Por isso, vamos pedir a graça de poder dar gratuitamente o que gratuitamente recebemos de Deus, deixando que a caridade se torne sempre mais generosa. É ocasião para renovar o coração e reconhecer que é Jesus crucificado que vem ao nosso encontro. Assim, celebramos esse tempo santo, buscando viver o amor que ultrapassa o bem material e transforma a vida.
Seja um benfeitor!
O Shalom Amigo dos Pobres é uma das iniciativas de promoção humana da Comunidade Católica Shalom. Você pode ajudar com uma oferta única ou com doações regulares, mensalmente. As casas de acolhimento estão prontas para servir àqueles que necessitam da bondade, da caridade divina atráves de ações humanas. As nossas mãos muito podem colaborar com a graça e com a providência de Deus. Faça sua contribuição!
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