Igreja

Papa Leão XIV: Maria é o “ícone do Mistério” e modelo de docilidade para a Igreja

Em Audiência Geral neste dia 13 de maio, o Santo Padre destacou a maternidade espiritual de Nossa Senhora e seu papel como modelo de escuta e docilidade ao Espírito Santo.

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Foto: Vatican Media

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 13 de maio, data em que a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora de Fátima, o Papa Leão XIV dedicou sua catequese à Virgem Maria. O Pontífice apresentou a Mãe de Deus como o modelo perfeito para a Igreja e o “ícone do Mistério” da salvação realizada por Cristo.

A reflexão faz parte do ciclo de audiências de 2026 dedicado aos documentos do Concílio Vaticano II e ganha um brilho especial por acontecer em pleno mês mariano. Segundo o Santo Padre, Maria ultrapassa a dimensão da devoção popular: ela é a expressão concreta daquilo que cada cristão é chamado a viver.

“Maria é modelo perfeito daquilo que toda a Igreja é chamada a ser: criatura da Palavra do Senhor e mãe dos filhos de Deus gerados na docilidade à ação do Espírito Santo”, afirmou o Papa.

“Mulher Ícone do Mistério”

Durante a pregação na Praça São Pedro, o Papa destrinchou a expressão teológica usada para definir a identidade espiritual de Nossa Senhora:

  • Mulher: Evidencia a sua realidade histórica concreta. Uma jovem filha de Israel, real e humana, escolhida para gerar o Messias.

  • Ícone: Manifesta o ponto de encontro perfeito entre o Céu e a Terra. Nele, cruzam-se a iniciativa gratuita de Deus (descida) e a resposta livre da fé humana (subida).

Para Leão XIV, o desígnio divino da salvação, que antes estava escondido, tornou-se plenamente visível no sim de Maria.

“Com a expressão ícone, salienta-se que nela se concretiza o duplo movimento de descida e subida: nela resplandecem tanto a eleição gratuita por parte de Deus, como o livre consentimento da fé n’Ele.”

  • Mistério: Em Maria, o mistério da salvação se torna plenamente visível, porque nela se unem o chamado divino e o consentimento humano.
  • Papa Leão XIV rezando no local onde São João Paulo II sofre um atentado no dia 13 de maio de 1981. (Foto: Vatican Media)

Maternidade espiritual e consolo para os fiéis

O Papa também confortou os peregrinos ao abordar a maternidade espiritual de Nossa Senhora. Ele garantiu que o cuidado de Maria não parou no acontecimento histórico da Encarnação, mas permanece vivo e ativo na rotina da Igreja.

Diante das dores e desafios do mundo contemporâneo, o Pontífice exortou os fiéis a recorrerem à Virgem Santíssima com total confiança filial, tendo a certeza de encontrar nela um refúgio seguro de amor, preservação e intercessão.


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