É na juventude que o desejo de conquistar o mundo torna-se mais latente em nossos corações; estudar, viajar, aprender outros idiomas, conhecer outras culturas, entrar na faculdade, trabalhar… No entanto, a juventude também nos traz responsabilidades, duvidas, incertezas e medos do futuro. E mais: a ilusão de liberdade que o mundo oferece, que é bem diferente da verdadeira liberdade. É, não é nada fácil ser um jovem santo. Mas, existe alguém que pode, com o seu imenso amor e exemplo de vida, nos ajudar a dizer sim a Deus todos os dias. O seu nome? MARIA.
Maria de Nazaré, uma jovem simples, cheia de sonhos e projetos, exemplo de amor e obediência. Uma jovem que não teve medo de dizer sim a Deus. Uma mãe por inteiro, que se dedicou totalmente à sua vocação de ser a mãe de Jesus; que não abandonou a sua decisão por Deus, mesmo em meio a dores aos pés da cruz. É ela quem nos ensina, por meio da verdadeira vocação, o caminho da santidade. É a ela, nossa maior advogada, a quem devemos recorrer nas nossas dores e dificuldades, e colocar em suas mãos os nossos sonhos.
Maria, uma mãe sempre atenta aos seus filhos amados, jamais nos desampara nos momentos de dor, angústia, desespero… Ela está sempre de braços abertos a nossa espera, para que possa fazer conosco o mesmo que fez com seu filho Jesus decido da cruz: colocar-nos em seu colo e cuidar das nossas feridas.
Bruno Almeida, Vocacionado da Comunidade Católica Shalom, é um testemunho vivo desse amor e cuidado de mãe: “Falar de Nossa Senhora, principalmente Nossa Senhora de Nazaré, para mim, é sempre algo muito forte. Minha devoção a ela começou desde que eu nasci mesmo. No meu coração eu sempre tive uma mãe na terra e uma mãe no céu. À medida que fui crescendo, meu amor e devoção por Ela foi aumentando cada dia mais.
Sempre acompanhei a trasladação e o círio com a minha mãe, foi ela que me ensinou a amar Nossa Senhora. Quando eu era criança, não entendia muito bem porque ia, mas quando a via passando por mim na berlinda, eu chorava muito, pois ali sentia que parte de mim estava passando. E todos os anos eu estive lá, vendo Ela passando e dizendo o quanto eu a amo.
Fico muito tocado quando falo de Nossa Senhora de Nazaré ou do círio, quem me conhece sabe que eu sempre choro, é porque um sentimento que não tem explicação , como diz Fafá de Belém: “É coisa que não sei dizer, deixa pra lá.” Falar Dela, é falar de mim, da minha história, falar de quem eu sou.
Em 2012, quando tinha 17 anos, foi o primeiro ano que eu fui na corda. Não tinha experiência alguma, só tinha um amor muito grande que não conseguia mais expressar apenas acompanhando, eu precisava e sabia que podia dar mais por Ela. Foi uma experiência que não consigo explicar, lembro que não consegui ir muito, mas, o pouco que andei, foi o suficiente para senti-la comigo, para sentir que ali era o meu lugar.
A partir dali eu fui todos os anos seguintes, sempre com mesmo amor, com a mesma luta, com o cansaço, com as dores… Mas, com a certeza de que aqueles dois dias era como se eu pudesse tocar o seu rosto, dar um abraço e dizer o quanto a amo e estou feliz por estar ali com Ela.
No final de 2014, minha mãe descobriu um câncer de mama, foi um ano muito difícil e um período muito delicado na nossa família. Em 2015, quando o tratamento começou, me apeguei muito – como sempre – a Nossa Senhora, e pedi a Ela que cuidasse da minha mãe nesse tempo. E assim ela fez. Minha mãe ficou curada daquele câncer, enfrentou todas as lutas e batalhas que precisou, mas com a Nazinha sempre ao nosso lado.
Desde então, vou na corda também para agradecer, porque nos momentos mais difíceis da nossa vida Ela nunca nos deixou. Ir na corda vai muito além de se apertar, ter o pé pisado ou até loucura para alguns… Ir na corda é um sinal de amor, é sinal de paz. Para mim, é a demonstração mais pura de dizer: Mãe, eu não tenho muito para te dar, mas, hoje o que eu tenho é isso. É, também, poder estar nos braços daquela que, como uma boa mãe, nunca te deixa sozinho.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu viveria cada ano novamente, da mesma forma, dando tudo que tenho e sou, simplesmente para agradar a mãe que Deus me deu.
Até o círio de 2018!”.
Redação
Ministério de Comunicação Belém