Jesus na celebração da quinta-feira santa dá um exemplo peculiar para seus discípulos. Ele os ensina a lavar os pés uns dos outros. Sabemos que muitas foram as lições que Jesus deu para o povo e especialmente para os apóstolos. Contudo, o lavar os pés foi uma atitude permeada por um profundo aprendizado, tendo em vista o contexto em que esse gesto foi realizado pelo Senhor. Para ajudar os discípulos a compreendê-lo, Cristo explicou, ainda que em parte, as razões de sua humilde ação.
“Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros” (João 13, 14)
Por ser tão clara, às vezes, queremos colocar adornos nessa simples lição. Lavar os pés é servir, é sair de si, é esvaziar-se, é colocar-se à disposição dos outros, é amar de forma concreta, humana, encarnada. No entanto, parece mais fácil dizer que esse lavar os pés traz ensinos abstratos, complexos, que precisam ser apreendidos pelo intelecto e pela razão primeiro. Não é bem assim! Esses argumentos surgem para adiar o que Jesus não quis só falar, mas fazer. Sim, pois Ele poderia ter dito para os discípulos que eles deveriam lavar os pés uns dos outros e pronto, mas optou por ilustrar esse ensino de forma objetiva: levantar-se, pegar a toalha, colocar água em uma bacia e abaixar-se para lavar os pés.
Por que lavar os pés?
Ao contrário do lavar as mãos de Pilatos, que expressa indiferença, o lavar os pés ensinado por Jesus traz em si um compromisso, um envolvimento, uma dedicação com a vida do outro. Isso porque o lavar as mãos é um ato egoísta e o lavar os pés é um lançar-se no Amor para amar. Com a correria do nosso dia a dia, temos sempre essas duas opções: lavar as mãos ou lavar os pés. Quando optamos por não amar, fazemos como Pilatos, lavamos nossas mãos. No entanto, quando paramos nossos afazeres e nos levantamos, pegamos a toalha e nos abaixamos para lavar os pés de quem nos cerca, assumimos em nossa carne o exemplo dado por Cristo.
Mas de quem lavar os pés?
É costume em muitas celebrações da quinta-feira santa lavar os pés de um grupo de pessoas como forma de expressar a postura da Igreja que se coloca sempre a serviço dos outros. A lição de Jesus é atualizada e de forma particular estendida, pois hoje lavamos os pés dos discípulos, dos amigos, dos familiares, dos privados de liberdade, dos doentes, dos jovens, dos idosos, dos que estão cansados e deprimidos, dos que nos tiram a paciência, dos que nos perseguem…
Somos chamados a amar e a servir a todos! A ação de Jesus é um envio para nos ofertar por toda a humanidade. Onde houver um homem que precisa de Paz somos chamados a estar lançados aos pés, testemunhando que Cristo é nossa Paz. Vale lembrar que esse homem ou mulher que precisa de Paz pode estar mais perto do que imaginamos! Por isso, estejamos atentos às oportunidades que o Senhor nos der para lavar os pés dos outros. Não caiamos na tentação de lavar as nossas mãos!
Retiro de Semana Santa Shalom 2021
A Comunidade Católica Shalom promoverá o seu tradicional retiro de formação e oração em mais uma edição online, devido à pandemia da Covid-19. O encontro acontecerá do dia 1º ao dia 4 de abril de 2021 em seu Canal no YouTube. Entre os pregadores do retiro, estão Moysés Azevedo e Emmir Nogueira, fundador e cofundadora da Comunidade Shalom. Além deles, Padre Cristiano Pinheiro, Padre João Wilkes e Padre Antônio Furtado conduzirão momentos formativos e oracionais durante o encontro.
A inscrição para o Retiro de Semana Santa é gratuito, clique no link e faça já a sua inscrição.
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Meditações para a Semana Santa
A cada ano, a Comunidade tem lançado um novo número da coleção Meditações para a Semana Santa, que traz sempre reflexões à luz da Palavra de Deus e da Doutrina da Igreja, inserindo o fiel batizado no mistério central da fé católica: a Paixão, a Morte e a Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. O livro será usado no retiro online, auxiliando os participantes nas pregações, na Via-sacra e no espírito litúrgico de cada dia.
Esse tempo litúrgico deve ser vivido com a devida atenção ao seu espírito próprio, aos mistérios e conexões com nossa vida, gerando uma renovada conversão pessoal. Além disso, é tempo de reunir toda a Igreja e celebrar de forma intensa a razão da fé católica: Cristo se entregou por cada homem e vivo está.

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