Em audiência concedida nesta quinta-feira, 7 de maio, aos membros da Editora Vaticana, o Papa Leão XIV fez um forte apelo à redescoberta do valor da leitura. Para o Pontífice, o hábito de ler não é apenas um exercício intelectual, mas um caminho essencial de formação humana, espiritual e intelectual que protege o cristão contra visões radicais da realidade.
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Mesmo diante da aceleração da era digital, o Santo Padre defendeu a permanência do livro como ferramenta indispensável para o amadurecimento do pensamento crítico e a proteção contra “atalhos ideológicos”.
Leitura como proteção contra o fundamentalismo
Segundo Leão XIV, a leitura consciente funciona como uma barreira contra o fechamento da mente, uma característica que muitas vezes se traduz em atitudes rígidas e superficiais.
“Ler é alimentar a mente; ajuda a nutrir um senso crítico consciente e bem formado, a proteger-se dos fundamentalismos e dos atalhos ideológicos”, afirmou o Papa.
O Pontífice exortou os fiéis a buscarem nos livros um “antídoto à rigidez mental”, reforçando que o estudo e a reflexão são formas de acolher a complexidade da vida com mais caridade e compreensão.
“Por isso exorto todos a lerem livros, como antídoto à rigidez mental, que se reflete em atitudes fechadas e em visões redutivas da realidade.”
Livro como “Ponte para o Próximo”
Ao refletir sobre a missão cultural da Igreja, o Pontífice recordou os ensinamentos do Papa Francisco sobre a “cultura do encontro”. Segundo ele, os livros têm a capacidade de aproximar as pessoas, ampliar horizontes e favorecer o diálogo.
“O Papa Francisco nos ensinou a praticar a cultura do encontro: o livro é uma ponte para os outros, é um motivo de intercâmbio que nos enriquece, um estímulo para ampliar nosso ponto de vista.”
Impacto da leitura espiritual na vida cristã
Além da literatura geral, o Papa destacou a importância das biografias de santos e das reflexões teológicas. Segundo ele, esses textos têm o poder de tocar o coração e gerar conversões interiores profundas, moldando o agir do cristão no mundo.
“Sabemos bem como a leitura da biografia de um santo ou de uma reflexão espiritual bem fundamentada pode comover o coração”, recordou. Ao final, ele convidou todos a seguirem o exemplo de Nossa Senhora, deixando-se formar prioritariamente pela Palavra de Deus.
“Na escola de Maria e dos santos, alimentemo-nos da Palavra de Deus, para que ela molde nossa mentalidade e nosso agir.”
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