Na Segunda-Feira de Páscoa de 2025, dia 21 de abril daquele ano, o mundo recebia a notícia: o Papa Francisco havia feito sua Páscoa definitiva. A partida do Pontífice ocorrida em meio à Oitava Pascal selou com simbolismo uma vida inteira dedicada a anunciar que a morte não tem a última palavra.
Para os fiéis, a coincidência litúrgica foi um recado silencioso. Francisco, o mestre da “Igreja em saída”, partia justamente no momento em que a Igreja celebra a vitória máxima da vida.
A última aparição: O vigor da fragilidade
Apenas 24 horas antes de falecer, no Domingo da Ressurreição (20 de abril de 2025), Francisco protagonizou uma cena que ficaria gravada na história da Igreja. Mesmo com a saúde visivelmente debilitada, ele não abriu mão de estar com o seu povo.
Aparecendo na sacada da Basílica de São Pedro em uma cadeira de rodas, o Santo Padre acenou para uma multidão emocionada. No microfone, com a voz que já carregava o peso da missão cumprida, ele deixou suas últimas palavras públicas:
“Queridos irmãos e irmãs, Feliz Páscoa!”
Este “Feliz Páscoa” não foi apenas um cumprimento protocolar, foi a síntese de seu pontificado. Ali estava o resumo de um pastoreio que insistiu, do início ao fim, em uma Igreja que comunica alegria e que não se deixa abater pelas sombras do mundo.
O encontro na Praça
Após a tradicional bênção Urbi et Orbi, o Papa ainda percorreu a Praça de São Pedro para saudar os fiéis de perto. Como em um ato final de ternura, a procissão parou diversas vezes para que bebês fossem erguidos até ele. Cada bênção dada naquele domingo parecia reafirmar que o futuro da Igreja está na acolhida e na simplicidade.

Memória que se torna missão
Um ano depois, recordar o Papa Francisco gera na Igreja uma renovação espiritual. Suas palavras continuam a ecoar nas missões espalhadas pelo mundo, desafiando cada fiel a viver um Evangelho autêntico. Neste tempo pascal de 2026, a certeza que ele tanto proclamou permanece intacta: Cristo vive, e é Ele quem sustenta a nossa esperança.