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Comunidade Shalom na Argélia vive expectativa para a visita histórica do Papa Leão XIV

Em terra de Santo Agostinho, missionários Shalom testemunham a fé como minoria e celebram a primeira visita de um Pontífice ao país.

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Jackson Santos e Comunidade Católica Shalom na Argélia

A Comunidade Católica Shalom na Argélia vive dias de intensa preparação espiritual. Nesta segunda-feira, 13 de abril, o Papa Leão XIV desembarcou no país para dar início a uma peregrinação missionária de 11 dias pelo continente africano, que incluirá passagens por Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

| Leia também: Nos passos de Agostinho: Papa Leão XIV fará viagem histórica à Argélia

Três anos após os passos históricos do Papa Francisco na República Democrática do Congo e no Sudão do Sul, o Sucessor de Pedro retorna à África com um olhar atento às minorias e ao diálogo. A visita tem um valor simbólico sem precedentes: é a primeira vez que um Pontífice visita a terra natal de Santo Agostinho.

Shalom em Bejaia

Em um contexto onde os católicos representam menos de 1% da população (majoritariamente muçulmana), a presença da Comunidade Shalom na Argélia é um testemunho de “Igreja em saída”. Os missionários são os responsáveis pela Paróquia de São José, a única em Bejaia e uma das cinco da Diocese de Constantina.

A realidade local evidencia os desafios da evangelização no país:

  • Escassez de sacerdotes: A paróquia conduzida pelos missionários não dispõe de pároco residente.

  • Eucaristia como dom raro: A Missa acontece apenas três vezes por mês, celebrada por um padre que percorre três horas de carro por estradas montanhosas para chegar à missão.

  • Igreja Peregrina: A maioria dos fiéis é composta por migrantes da África Subsaariana que residem no país para estudo ou trabalho, muitos deles cristãos protestantes que “aproveitam” o templo para se dirigir ao mesmo Deus.

Rumo a Annaba

Na próxima terça-feira, 14 de abril, Leão XIV presidirá a Missa na Basílica de Santo Agostinho, em Annaba. A Comunidade organizou um ônibus com 50 paroquianos para participar do momento histórico.

Entre os peregrinos está Pasqualina Beicha, jovem angolana e membro da paróquia, que vê na visita do Papa um divisor de águas para a Argélia.

“A presença de Leão XIV dará uma visibilidade positiva ao país e, sobretudo, impulsionará o diálogo inter-religioso, que é essencial para nossa convivência aqui”, afirma a jovem.

Um convite à esperança e ao diálogo

Para os missionários Shalom, a presença do Papa é um bálsamo que reanima o ardor missionário. Em meio à cultura local, o testemunho do Evangelho se dá pela vida fraterna e pelo serviço silencioso, respeitando as raízes argelinas e promovendo a paz. Nesta viagem, a Igreja reafirma que nenhuma periferia é esquecida. Ao pisar no solo de Agostinho, o Papa Leão XIV convida cada cristão da Argélia a permanecer firme na fé, sendo luz de esperança em terras africanas.

Com inf. Vatican News


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