“Sobre o amor esponsal, posso dizer que fui renovado, como se a chama tivesse sido reacendida.
Estava me sentindo como que sem esperança, tive uma experiência profunda, me vinha a mente de ficar próximo, abraçar o ostensório (não façam isso) e então proclamaram que muitas pessoas estavam tendo a experiência de consolar o Cristo chagado, pedindo perdão, chorando os meus pecados, consolando, de fato, o coração de Cristo que tanto sofre por seus filhos que o esquecem e não vão ao seu encontro, Ele sente saudade de seus filhos.
Em momento de profunda oração, senti como se um flash de luz saísse de Jesus Eucarístico, eu não via, mas sentia, quando me colocava de joelhos, mesmo cansado, diante Dele, eu só queria reparar todas as vezes que eu não fiquei, que não adorei, que não o amei como deveria. Essa luz suave tocava o meu peito, eu o senti na pele bem suave, saía no outro lado nas costas, senti como se tivesse sido curado, como se meu coração tivesse sido purificado naquele momento de muitos sentimentos contrários a Deus, ressentimentos, mágoas, feridas, medo, inveja, inferioridade… Eu entrei de um jeito naquele capela, e saí de outro, eu fui curado de danos do pecado em meu coração, Ele entrou em meu íntimo e me deixou apto a ofertar a vida sem reservas!
Naquele momento, estava diante do Amor, ia tendo a experiência de como falava santo Agostinho, “tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova”, ia lembrando do meu testemunho de vida, tinha uma visualização de um coração em chamas, o meu coração naquele momento estava tomado de desejo de consola-lo, reparar o seu coração, ofertar a vida aonde ele me apontar, pois tudo é graça! Não conseguiríamos por nós mesmo, mas confiando o nosso destino na mãos do bom Deus, eis a felicidade.
O amor esponsal é a base de todas as loucuras que fazemos por Deus, pela evangelização dos jovens, dos homens, por todas as almas que o deseja, todo coração no mundo tem sede desse amor!
Eu não conseguia ficar sem falar sobre ele quando saí da capela, tentei anotar tudo que ele havia dito, queria ouvir mais dos meus irmãos, não conseguia ficar sem falar desse Amor, sem falar de todos seus feitos na minha história, queria tocar em cada história, beber dos testemunhos, e dar de beber também, comecei a sentir saudade dos encontros, comecei a querer viver mais em unidade, de rezar, de evangelizar, de pensar no próximo seminário de vida, começar logo os trabalhos, a sede de serviço, sede de oferta, de transbordar tudo isso, tendo a certeza que essa vida vale a pena e é feliz!”
Marcos Lopes, Vocacionado da Comunidade Católica Shalom.
Comunicação Mossoró



