Formação

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos”

No gesto mais simples, Jesus revela o extremo do Amor.

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Hoje damos início ao Tríduo Pascal, os últimos três dias da vida de Jesus, nos quais celebramos a sua Paixão, Morte e Ressurreição — mistério ápice da vida da Igreja.

Neste dia, a Igreja nos convida a mergulharmos na entrega total de Jesus ao Pai, por amor a nós, expressa nos gestos simbólicos que Ele quis nos deixar na Ceia celebrada com os seus apóstolos.

Amor até o fim

Naquela Ceia, Jesus antecipa o que realizará mais tarde no Calvário:

“Tendo amado os seus, amou-os até o fim.”

Até a oferta total da própria vida, pois:

“Não há maior prova de amor que entregar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).

É na intimidade com os apóstolos que Cristo nos deixa um novo mandamento:

“Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,14-15).

Amor que se faz serviço

O Senhor, ao lavar os pés dos seus, ensina-nos a amarmo-nos uns aos outros, servindo-nos mutuamente até o ponto de dar a vida uns pelos outros, assim como Ele fez por nós.

Aquele que deseja segui-Lo deve ter como grande referencial a própria vida de Cristo, o que implica amor e serviço até o extremo: a entrega da própria vida, como resposta a um Deus que nos ama plenamente:

“Até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8).

É na cruz que o máximo de impiedade dá lugar ao máximo do amor.

O Sacramento do Amor

A liturgia de hoje, no entanto, é dedicada sobretudo à instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial.

Nosso coração se volta para o Sacramento do Amor, para aquele pão e vinho que, pelas palavras de Jesus:

“Isto é o meu corpo… isto é o meu sangue da aliança, derramado por muitos” (Mc 14,22-24),

tornam-se, para nós, pão da vida eterna e cálice da salvação.

Comungar hoje do Corpo e do Sangue do Senhor é estar disposto a ir com Ele até a morte e, passando por ela, colher todos os frutos da sua ressurreição.

Cristo, Sumo Sacerdote

O mistério da Eucaristia nos aponta ainda para a realidade maravilhosa de Cristo, Sumo e eterno Sacerdote, que, ao escolher alguns para que ficassem com Ele, os consagra no seu único sacerdócio.

Eles são chamados a ser como Cristo, que:

“Não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10,45).

Por isso, podemos afirmar com o Santo Cura d’Ars:

“O sacerdócio é o amor do coração de Jesus.”

É uma grande prova do amor de Deus pelo seu povo, pois, no sacerdote, Cristo permanece como mediador do amor e da graça divina.

Um convite ao mistério

Que este Tríduo Pascal seja uma experiência profunda com o amor de Cristo, que transforma as nossas feridas de pecado em chagas de amor até o fim — verdadeiros portais do tempo para a eternidade.

Oração

“Ó sagrado banquete, em que Cristo é recebido,
a memória da sua Paixão é renovada,
a alma se enche de graça
e nos é dado o penhor da glória futura.”
— Santo Tomás de Aquino

Uma feliz e santa Semana Santa! Shalom!

Por João Victor Montenegro
Shalom, Comunidade vida – Diaconia Geral Shalom

 

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