No Dia Internacional da Dança, celebrado em 29 de abril, somos convidados a enxergar a dança para além dos palcos e coreografias: como linguagem da alma, expressão de identidade e caminho de transformação. Para alguns, dançar é arte. Para outros, é profissão. Mas, para Nathaly Oliveira — ou simplesmente Naná —, a dança é muito mais: é parte essencial de quem ela é.
Por meio desse breve testemunho, você vai descobrir como a dança deixou de ser apenas arte e se tornou encontro com Deus, missão de vida e instrumento de transformação interior. Uma história real sobre identidade, fé e vocação.
Meu nome é Nathaly Oliveira, mas muitos me chamam de Naná.
Sou filha de Deus, Shalom, Comunidade de Aliança (P2), formada em Educação Física pela UNIFOR, diretora, professora, coreógrafa, bailarina e roteirista no Espaço de Arte Obra Nova.
Falar de dança, para mim, é falar de quem eu sou. Ela é uma das partes mais sinceras de mim. Quando danço, expresso com verdade tudo o que está no meu coração: se tenho medo, ali encontro coragem; se há confusão, encontro clareza; se estou triste, encontro paz. É sempre uma experiência transformadora.
Durante muito tempo, antes da minha experiência com Deus, a dança foi expressão, palco, técnica, movimento e refúgio. Mas, com o tempo, Deus foi me mostrando que ela podia ir além. Ele começou a tocar lugares do meu coração que palavras não alcançavam, e foi ali que eu entendi: quem dança também reza duas vezes!
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A dança deixou de ser apenas um refúgio, um lugar de fuga, e se tornou encontro. Um encontro verdadeiro com Aquele que é a resposta de tudo. Com Cristo, aprendi que dançar também é me deixar conduzir. Foi Ele quem me chamou primeiro para essa “valsa”, e é assim que me sinto: conduzida, acolhida e amada. Dessa forma, o palco deixa de ser apenas um espaço de apresentação e se torna altar.
Mas isso não acontece sem oração. Não é só movimento: é vida interior. É na oração que o coração se enche, e é desse lugar que o corpo transborda. Sinceramente, foi na dança que eu aprendi a amar e rezar. Mesmo nos dias difíceis, a graça de Deus, vivida através da dança, sempre me sustenta e me faz perseverar.
Dentro da minha vivência na Comunidade Shalom, a dança ganhou ainda mais sentido. Ela deixou de ser algo “para mim” e se tornou missão. Hoje, não danço para me satisfazer ou fugir da realidade, mas em vista do outro. Evangelizar através da arte é permitir que aquilo que Deus realiza em mim na oração transborde e alcance outros corações. Muitas vezes de forma silenciosa, mas profundamente transformadora.
Acredito que a arte tem esse poder: revelar o invisível, conduzir ao eterno e despertar no coração humano uma sede de Deus. É por isso que eu danço. Não para ser vista, mas para apontar para o Alto.
Que, através da dança, muitos possam também encontrar esse Amor que dá sentido a tudo. Foi assim que fui alcançada, e hoje desejo dar minha vida, minha própria carne, para que outros também acreditem no Céu, no Amor e na eternidade.
Feliz Dia Internacional da Dança!





